quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Ventos de mudança - Beverly Jenkins


 

Primeiro livro da série Mulheres pioneiras publicada pela editora Arqueiro. Quando anunciaram o livro logo fiquei bastante empolgada e aguardando sua publicação. Eu nunca tinha lido nada da autora antes, mas já tinha ouvido muitos elogios e por pouco não li sua obra em inglês, mas como o anúncio da publicação em nosso idioma foi feito decidi aguardar.  A capa do livro é tão linda e passa tanto a sensação de esperança quanto a de liberdade por causa do campo aberto que se estende. Eu tenho vontade de ficar abraçada nesse livro de tão maravilhoso que ele é.

O ano é 1867. A guerra civil tinha terminado. Apesar do lado vencedor ter garantido a liberdade, a luta dos libertos era por igualdade, por seus direitos, contra as injustiças que continuavam a infligir dor (continuam até hoje). No meio deste período turbulento, a jovem Valinda Lacy se levanta com o sonho de ensinar os libertos a ler e escrever. Ela nasceu livre, mas se coloca no lugar dos que não. Ela é uma personagem maravilhosa. A história se passa em Nova Orleans para onde a personagem principal viaja com a intenção de ensinar, lá ela encontra empecilhos, perigos e amor. A construção da personagem foi muito boa e acompanhá-la em sua jornada de autoconhecimento é incrível.

Drake LeVeq é um protagonista masculino maravilhoso. Ele assim como a protagonista nasceu livre. Ele vem de uma família que trabalha em prol da igualdade, de conquistar os direitos. É arquiteto e é muito reconhecido em Nova Orleans por seu trabalho. É uma personagem forte, corajoso e sensível (Estou completamente apaixonada por ele). Não vou continuar minha lista de características do personagem para não correr o risco de dar spoiler. O que percebi nessa obra é que todos os personagens foram muito bem construídos.

Os dois se encontram em um momento em que a Valinda está correndo risco e é resgatada por Drake e Sable, cunhada dele (inclusive ela tem livro e Arqueiro lança esse livros por favoooooooooor). O contato de Valinda com os LeVeq, principalmente com as mulheres da família, ajudam muito em sua jornada. Faz ela ansiar por mais e dar liberdade aos sonhos que já possuía.

O livro é muito impactante. A autora nos mostra fatos históricos e nos leva a refletir sobre muitas coisas. Veio a liberdade, mas onde estão as pessoas da sua família que foram vendidas para outro estado, onde estão seus direitos,  onde está a igualdade,  onde estão as indenizações pelos anos de escravidão? Onde está a liberdade de fato? Como recomeçar em meio a uma sociedade racista? Eu chorei muito durante a leitura e chorei escrevendo a resenha lembrando do que mais me marcou. Acho que com palavras nunca conseguirei descrever o quão maravilhoso é esse livro e quão importante a leitura dele foi para mim e quão necessário ele é. Terminei esse livro com saudade, querendo ver mais dos personagens. Terminei o livro querendo ouvir mais. Terminei esse livro procurando por outros. Inclusive achei muito querido o fato da Beverly ter acrescentado no final algumas das fontes as quais ela recorreu durante a pesquisa para o livro. A gente já sai do livro com dicas preciosas de leitura.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Projeto duquesa - Sabrina Jeffries


 

Primeiro livro da série Dinastia dos duques publicada pela editora Arqueiro. A duquesa viúva de Armitage, Lydia Fletcher, viúva três vezes e com herdeiro para ducado de cada casamento, é uma figura e tanto na sociedade. Essa série será sobre seus filhos duques e a busca por respostas em relação as mortes dos pais deles. Estou muito curiosa para saber quem foi o responsável pelas mortes porque é impossível ter sido um acidente. Foram três duques. Três. Com mortes suspeitas. Vou dizer minha hipótese e que infelizmente vou ter que esperar até o último livro para saber se viajei muito ou não. Acho que quem quer tenha feito isso era obcecado(a) por Lydia ou por algo que ela possuía. Além disso, a pessoa só podia executar seus planos em solo inglês. Já que Lydia teve a possibilidade de viver um bom tempo com o seu marido na Prússia e ao voltar para Inglaterra ele morre. Então existia algum tipo de restrição de locomoção para o assassino(a). Enfim, vou deixar minhas conjecturas para outro momento da resenha. 

Esse livro é sobre o quinto duque de Greycourt, Fletcher Pryde, filho do primeiro casamento de Lydia. Ele é rico e bonito. Boatos de que ele gerencia uma rede de libertinos (é o queeee?). Por causa da morte de seu padrasto, o duque de Armitage, ele retorna a casa da mãe para o funeral. Existe uma mágoa no coração dele em relação a ter sido enviado ainda jovem de volta para Inglaterra para estudar em Eton. Só que ele guarda esses sentimentos. Ao chegar na casa do irmão, agora também duque (socorro quanto duque), Sheridan, ele encontra uma moça atraente (que?) e já é bombardeado com a suspeita de Sheridan de que o pai teria sido assassinado. A moça, Beatrice Wolfe, é prima de Sheridan e irmã de quem ele suspeita ter matado o pai.

É ai o lugar onde reside o problema para o mocinho do livro que não queria ficar tanto tempo assim na casa da família. Ele está ao mesmo tempo atraído por Beatrice e envolvido nessa investigação. Você quer clichê? Toma aqui o do mocinho que não quer amar e por isso não tem o desejo de casamento (ai ai quanta complicação).

Beatrice Wolfe é uma jovem com bastante energia, apesar de ser neta de um duque, não sabe como se comportar como uma nobre. Ela teve uma vida difícil e ainda se preocupa com seu irmão, Joshua. Ele era um major a serviço da Coroa e que por ter sido ferido durante a guerra foi enviado de volta para casa. Em um primeiro momento ela considera Grey esnobe e depois simplesmente se sente atraída por ele. Eu tenho muita dificuldade com mocinhas que não têm bom senso. A pessoa acusando o irmão dela de um crime e ela se sentindo atraída... Comecei a simpatizar mais com ela conforme pontos sobre a vida dela foram revelados.

A escrita da autora é leve e boa para imaginarmos. Não tive dificuldades em visualizar as coisas. O foco da narrativa alterna entre os protagonistas e isso é algo que sempre elogio nos autores porque quando está em só um personagem tenho muita dificuldade em me conectar. Achei alguns comentários do Sheridan com o Grey um tanto cruéis. Entretanto deu tom realístico porque é de se imaginar que nobres daquela época se achariam o último biscoito do pacote. Um ponto que achei ótimo foi a inserção dos protagonistas dos próximos livros neste com certo destaque para que conheçamos um pouco melhor.

A partir daqui farei certos comentários que podem ser spoiler, então só continue se você não se importar ou já tenha lido o livro.

Um fato me chamou muito a atenção e talvez não seja nada demais, mas com todo esse lance de assassinato pode ser que tenha ligação. Então vou deixar registrado aqui para não esquecer. Grey menciona uma situação que viveu na infância, a babá que ele teve antes da mãe casar de novo e mudarem para outro país. Ele caiu e abriu o queixo. Herdeiros na maioria dos livros são tão cuidados para que nada aconteça e coloque em risco a sucessão e por isso as vezes até se ressentem do peso do título. Ele não fala mais a nada sobre isso, mas não deixo de pensar que talvez seja uma pista, que a babá tenha visto algo suspeito. Posso estar errada, mas para mim é algo que está ligado a morte dos duques ou não faria sentido ser mencionado. Tenho lá minhas suspeitas de quem teria sido capaz disso, mas como não tenho certeza, vou esperar ler o segundo livro para mencionar aqui.

Sheridan se mostrou um péssimo detetive e até o Grey afirma isso na primeira cena. As suposições dele são extremamente fracas e olha se for ele a desvendar esse mistério no último livro, acho bom que melhore porque acho que eu levantei pontos muito mais importantes do que os dele e nem tinha saído do primeiro capítulo quando pensei minha teoria (até porque né, três duques). Entretanto, vou tirar meu chapéu para ele porque foi o primeiro dos irmãos a pensar em assassinato. Só acho que ele devia um grande pedido de desculpas no fim das contas.  A forma como tratam o Joshua, irmão da mocinha, é demais para mim. Eu fiquei com uma sensação muito forte de injustiça por muito tempo durante a leitura tanto que só fui olhar o lado do romance bem no final mesmo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

O visconde que me amava - Julia Quinn


 

Ano passado, por causa da estreia da primeira temporada de Bridgertons, reli todos os livros. Agora a espera pela segunda temporada me fez ler de novo o visconde que me amava para fazer altas teorias, relembrar os detalhes e aguentar o peso dessa espera (já faz 84 anos). Antes de qualquer outra coisa, preciso avisar que esse resenha vai conter spoilers porque vou falar das cenas que estou torcendo muito que estejam na série. Então, se você ainda não leu ou não gosta de spoiler é melhor ir com calma. Vou colocar um alerta spoiler bem grande para você saber onde deve parar se não quiser ler essa parte.

Anthony vive com a certeza de que vai morrer cedo devido ao choque que teve aos 18 anos quando o pai, Edmund, faleceu. O pai era tudo para Anthony e ele achou, acreditou que nunca conseguiria o superar e por isso a certeza de que ele não passaria da idade que o pai tinha quando deixou este mundo. E é também por isso que ele decide que chegou a hora de cumprir suas obrigações com seu título de visconde e ter um herdeiro. Um casamento sem amor porque amor complica as coisas (e ele não precisa de mais nenhuma complicação não é mesmo?). A escolhida: o diamante da temporada, Srta Edwina.

Só que a irmã de Edwina, Kate, não curtiu em nada essa história de ter o libertino do Anthony querendo casar com a irmã. As provocações entre os dois vão crescendo junto com a atração que um desenvolve pelo outro, seria esse o começo de um problema para o visconde que não quer amar? seria esse um problema para Kate que não vai nenhum pouco com a cara do visconde? Com certeza! Se tem algo que eu acho divertido é romance de inimigos que viram amantes.  É sempre muito engraçado (ou quase sempre né porque a gente sempre passa um pouco de ódio).

Acho que foi ótimo ter relido o livro tantas vezes porque me fez perceber coisas que passaram batidas durante a primeira leitura, ver os personagens de formas diferentes e reparar melhor nos detalhes e detalhes as vezes fazem toda diferença. Uma fila imensa de livros novos para ler, mas reler esse me trouxe exatamente a sensação que eu precisava: me acalmar na espera e me fazer rir graças ao tom bem-humorado que Julia Quinn sempre coloca em seus livros. Eu acho incrível como eu tô lá respirando fundo numa cena e do nada começo a rir (gargalhar).

Alerta spoiler! É aqui que entram minhas expectativas em relação a série, comentários sobre cenas do livro que eu imagino possam estar nela etc.

Eu nunca escrevi um texto sobre expectativas em relação a séries ou filmes baseados em livros porque eu tento ao máximo não criá-las (mesmo falhando várias vezes miseravelmente, mas eu tento). Espero que não fique confuso. Pretendo falar sobre a personalidade da Kate, na verdade um traço dela e que já vi algumas pessoas comentarem a respeito; sobre as cenas do livro que eu gostaria que estivessem na série  (como a cena da tempestade que é indispensável para mim).

Vi que algumas pessoas dizendo que acham a a Kate invejosa e eu não concordo, acho que ela está cansada das comparações e de não ter o valor devido creditado. Inclusive o próprio Anthony desdenha dela no começo. Aquela cena do livro que se passa no lago Serpentine em que ele é um ogro só prova isso. Imagine que você ame sua irmã, mas as pessoas acham que a única saída é você ter inveja dela porque para eles você não é bonita o suficiente. Como ela poderia ter uma autoestima forte se todo mundo tá compenetrado em compará-la com outra pessoa? Para mim não há dúvidas de que ela ame a madrasta e a irmã de verdade. Ela só não acha que aquilo de temporada e encontrar marido seja para ela porque ninguém a notou e ela meio que já acostumou. Meu coração anseia para que tenham várias cenas na série delas interagindo como família porque vai ser lindo e eu quero muito a Edwina sagaz já mostrando para a gente (público) que percebeu o que tá rolando entre a irmã e o visconde fazendo complô com o Colin e Eloise (a gente pode sonhar né e fazer hipóteses q). Até porque eu sempre imagino que quando a Edwina e o Colin voltam juntos após o jogo de pall mall que eles podem ter conversado sobre Anthony e Kate. Eu sei que no livro não fala nada sobre o que conversaram e que pode ter sido sobre amenidades como o tempo etc, mas eu prefiro pensar que os dois estavam fazendo um complô sim. q

A Kate para mim é uma personagem bem lógica e posso provar. Vou falar dela tentando adiar a noite de núpcias (inclusive espero que a cena esteja na série). Como uma mulher do período da regência, ela não sabe nada ou quase nada sobre o que acontece em um leito conjugal e, para mim, a cena dela pedindo para adiar por uma semana faz todo o sentido. A falta de conhecimento é sim assustadora. Imagine o quão nervosa ela deve ter ficado? A Kate é uma personagem com preocupações e medos reais. Por esses e outros motivos eu a adoro.

A cena do escritório é o que me deixa 50% ódio, 50% tremedeira. Se fosse comigo, acho que não conseguiria olhar na cara dele por semanas (ou mais). Acredito que essa cena vai estar na série e que terei a mesma reação. INCLUSIVE ele merecia ficar com ciúmes dela. Eu juro, não gosto de jogos, odeio com todas as forças triângulos amorosos, mas uma parte de mim fica torcendo para fazerem na série o Colin, ao perceber que o Anthony gosta dela, se programe para zoar o irmão numa estratégia super clichê de mostrar ao protagonista seus reais sentimentos q. 

O pall mall dos Bridgertons:No livro a composição é o Simon, Daph, Colin, Edwina, Kate e Anthony. Com a saída do ator que interpreta o Simon, a minha imaginação aponta para duas possibilidades: Eloise ou Benedict. Acho que o jogo combina com a Eloise. Consigo visualizar ela na partida, apesar de que por dentro ainda torço para uma participação especial do nosso duque (meus dedos  estão cruzados e os seus?).

Os flashbacks do Edmund não saem da minha cabeça e eu vou dizer como os imagino na série. Eu ACHO que seria interessante ver o Anthony ir a lugares com memórias dele com pai. Ir para pensar no rumo que a vida dele está tomando. Se eu me sentisse perdida e a pessoa que eu amava não estivesse mais aqui, talvez eu procurasse locais em que as memórias sejam tão fortes que eu possa sentir como se ela estivesse do meu lado. Então eu meio que imagino isso (preparando os lenços de papel).

O Anthony tem o poder de me deixar completamente exasperada. Segui aaaaaaaaaaah com ele até a viagem para Aubrey Hall e toda a releitura sou eu assim aaaaaaaaaaah. Uma das cenas que mais preciso ver na série e se não tiver vou ficar triste porque é exatamente a cena na qual comecei a gostar do Anthony: a cena da tempestade quando ele fica ao lado dela durante seu ataque de pânico por causa dos trovões e raios. Eu tenho o mesmo medo. Sempre passo por isso sozinha, o fato dele estar lá pareceu tão reconfortante e me fez pensar nele de outra forma. Então para mim é uma cena indispensável, é ai que eu vejo o quanto ele se importa. E diga-se de passagem vai ser muito amor ver essa cena com os atores.

A participação de Maria Rosso é minúscula no livro, mas a da Siena Rosso na série tem um grande impacto no Anthony de lá (eu tô confusa já). Maria é ex amante do Anthony e aparece em uma apresentação na casa dos Bridgerton na mesma noite da fatídica cena  do escritório (aquela que me inspira raiva e tremedeira) e só. Eles se encontram, quase têm um flashback, mas não rola e ela vai embora. Na série ele parece gostar de verdade dela e eu bem acho que gosta mesmo, não é o amor que ele sente por Kate dos livros, é diferente.  E imagino que talvez em algum senso ela signifique um certo tipo de liberdade para ele, um afastamento momentâneo da dor e do peso de seu título e isso o tenha confundido na primeira temporada. Eu sinceramente achei interessante porque o que ele confundiu com amor é o que  faz com que ele ache que seja complicado e dá a ele a justificativa de não querer amar porque de fato ele não sabe o que é amor ou acha que não é para ele depois de uma desilusão.  Que venha o libertino com l maiúsculo, tô no aguardo.

Eu tenho muitas hipóteses em relação a série e cada dia que passa, sempre sai alguma foto, não consigo deixar de pensar em qual seria o contexto daquela imagem. Provavelmente lerei mais umas 300 vezes antes da estreia. Eu poderia continuar inclusive esse post contando tudo que imagino que pode acontecer, mas ia ficar muito maior do que já está e meu cérebro já deu um nó. Então é melhor parar por aqui. E vocês, já leram o livro? Estão assistindo a série e tem alguma hipótese que queiram compartilhar? O que acham dos protagonistas do livro?

sábado, 4 de setembro de 2021

A esposa do londrino - Caroline Linden

 


Primeiro livro da série Procura-se um duque publicada pela editora Harlequin. Comprei o livro no impulso porque a história tinha a ver com duques e eu amo histórias sobre duques (masoq). Assim que o tive em minhas mãos, furou a minha lista "vou ler" e não me arrependo. Eu nunca tinha lido um livro ou série de livros em que o processo de busca para o herdeiro de um ducado ou qualquer outro título ocorria. Era sempre algo como filho de fulano ou o risco de primo tal assumir, as escolhas sempre estiveram lá, definidas, mas não é isso que acontece aqui. Por este motivo e pela escrita da autora que diga-se de passagem gostei, não foi difícil me ver completamente embarcando na história.

Tudo começa com a morte do herdeiro do duque de Carlyle, o que faz o advogado da família e a duquesa cogitarem sobre quem assumiria essa posição. E vejam, a duquesa está completamente consternada com a possível pessoa que herdaria o título. Nenhuma das opções tinha sido preparado para tal cargo sendo parentes distantes. Quando o capitão Andrew St. James e Maximilian St. James chegam ao castelo mal sabem eles o que os aguardam. Não só a notícia de que um deles pode herdar o ducado, mas também que a duquesa oferecerá quinhentas mil libras imediatamente e mais uma quantia anual de mil e quinhentas libras desde que ambos se mantenham respeitáveis (ou o que seria a definição de respeitabilidade segundo a duquesa ou aristocracia) para estar a altura do título.

Maximilian St. James era tataraneto do segundo duque de Carlyle. Ele tem a fama de ser um apostador e então podemos dizer que ele não cai nas graças da duquesa. Entretanto, eu não senti isso nele logo de cara e por fim estava ficando cada vez mais convencida de que ele era de fato encantador (será que eu seria um alvo fácil para um libertino? não). Ele me parecia tão inteligente, sério e tão comprometido com tudo e foi motivo pelo qual eu quis descobrir mais sobre ele. 

Bianca Tate não tem papas na língua, é trabalhadora, ama a irmã e em alguns momentos a achei rude. Sua família é antiga no ramo de olaria e ela tem muito orgulho da profissão a qual exerce. Ela não confia nenhum pouco no St James no momento em que se conhecem. Quando de cara bati os olhos na personagem a palavra intransigente piscou no meu cérebro, mas certos aspectos e como a história evoluía começaram a me fazer entender melhor suas atitudes. 

Por certos motivos os dois acabam se casando por conveniência (e eu adoro a plot de casamentos por conveniência). Será um novo começo para o apostador? será um martírio para a Srta Tate? Quem sabe (euuu porque já li q). Gostei bastante do livro por mostrar o percurso do Max e Bianca como pessoas e casal, mostrar seus desejos seus anseios e a interação deles é bem gostosa e leve. Também vemos um pouco da dinâmica da olaria e da família Tate. O foco da narrativa se divide entre os dois protagonistas. O livro está na medida certa e termina já dando um mote para o segundo livro que será sobre o capitão. Mal posso esperar para lê-lo. Eu até imagino quem será o herdeiro do ducado, mas a ideia de que isso estará em aberto durante o decorrer da série me parece bem interessante. Você já leu o livro ou algo da autora? O que achou?

sábado, 28 de agosto de 2021

A New York christmas fairy tale - Sarah Morgan

 

Esse é um conto 25 capítulos oferecido gratuitamente e é um extra da série Para Nova York, com amor. Ele não foi publicado no Brasil e está disponível em inglês no site da Harlequin. Como não tinha uma capa para esse conto, coloquei uma foto bem natalina q. Atenção: contem alguns spoilers sobre personagens secundários do segundo livro da série porque são os protagonistas do conto

Quem leu o segundo livro da série conheceu Roxy, uma jovem profissional que teve um relacionamento abusivo e encontra na sua equipe de trabalho apoio tanto para ela quanto para sua filha Mia. Nós também conhecemos James e ao que tudo indica, para a gente que está de fora e alguns outros personagens, ele está interessado e se preocupa muito com ela.

Roxanne, Roxy para os amigos, pegou um trabalho temporário durante a época de fim de ano para poder comprar um presente de natal para sua filha. Ela se veste de fada e ajuda a organizar as filas para falar com o papai Noel. Ela é independente, esforçada e trabalhadora. Um dia James aparece no lugar onde ela trabalha e percebe que precisa encontrar um caminho para que Roxy saiba como ele se sente em relação a ela.

Esse conto foi a dose de doçura que eu precisava. Acho que foi a coisa mais fofa e encantadora de todas as leituras que fiz até agora. Se eu amava o Matt, não sei nem o que sinto pelo James. Só sei que meu coração correu em disparada para ele e não quer voltar não. Terminei com um sorriso enorme no rosto e desejando que fosse vendido um livrinho físico só para ter em mãos. É uma história de um relacionamento que começa em uma amizade e eu adoro como não tem dramas. Além disso é uma leitura rápida por ter capítulos bem curtinhos.

sábado, 21 de agosto de 2021

Milagre na 5ª Avenida - Sarah Morgan


 

Terceiro livro da série Para Nova York, com amor publicada pela editora Harlequin. Um livro com cheirinho de natal e como todo mundo bem sabe EU AMO O NATAL (então, só vem). Eva Jordan é das amigas a única que continua solteira e o que é um tremendo de um plot twist já que ela é a que acredita em romance e amor desde sempre. O natal sempre foi uma época mágica para ela, mas esse seria o segundo sem sua avó. A perda da avó era uma tristeza constante com a qual ela lutava. Ela se sentia sozinha e perdida com a partida dela. 

Eva não tem filtro, sua vida é um livro aberto. Ela fala muito, fala demais (hahaha e conseguia me deixar um pouco com vergonha alheia). Entretanto, parafraseando o livro, ela é com certeza um raio de sol e não chuva no dia das pessoas. Não tem como não gostar da Eva e não rir com ela ou querer proteger de todas as coisas ruins que possam acontecer.

Lucas Blade também está lidando com o luto. Sua esposa morreu há três anos e as lembranças do último momento em que a viu o assombram. Ele vive recluso. Se afastou da família por achar que todos não entendem e que por mais que tenham boas intenções querem que ele reconstrua a vida quando ele não tem mais interesse em amar. Ele é cínico, só vê o lado sombrio nas coisas, acha que as pessoas podem sempre ter algum interesse para fazer alguma coisa. E ele odeia o natal. É a época do falecimento de sua esposa.

A avó do protagonista e amiga da Eva, Mitzy, contrata a moça para arrumar a casa dele no melhor estilo natalino e preparar uma ceia enquanto ele está fora em um retiro de escrita. O problema é que ele não está ausente e é obrigado a conviver com uma Eva cheia do espírito do natal.  Adorei o fato de pelo menos em um dos capítulos o foco narrativo ter ido para avó do protagonista. Foi bem importante para a gente entender a situação e ver como alguém da família se sentia em relação ao Lucas. Eu acho que o luto foi bem retratado. Desde o começo da série quando falava sobre a Eva e seu relacionamento com avó, me identifiquei muito. Quando meu avô faleceu também ficava assim, de uma hora para outra começava a chorar. As vezes ainda choro né. Enfim, então também me senti abraçada pelas palavras do Lucas em um certo momento em que ele abraça a Eva (masoq).

Estava bastante curiosa para saber como o casal iria ficar junto porque a gente sabe que vai acontecer, é sempre o como que é interessante.  Sem falar que é uma leitura que deu bastante fome (pow Eva). Citou empadão e eu passei a noite toda pensando em comer. Ainda tem um feat Frankie sendo tiete do Lucas que nunca vai sair da minha memória. Antes que esqueça, GENTE! LANÇARAM A HISTÓRIA DA MATILDA. Lembram que eu li a prequel em inglês e resenhei aqui etc, então, agora temos em português. Comemorem comigo! Para quem tiver interesse o título em português ficou Meia-noite na Tiffany's.

sábado, 14 de agosto de 2021

Aposta no amor - Candace Camp


Primeiro livro da série Os cupidos publicada pela editora Harlequin (já tem resenha do segundo livro da série porque como bem sabem, eu comecei a ler pelo livro errado q). Constance Woodley não pode debutar, quando chegara sua época de passar sua temporada em Londres, seu pai caiu doente e como boa filha, ela ficou ao lado dele. Cinco anos se passaram e ele faleceu. Como seus bens eram ligados ao título, foram deixados para o irmão mais novo dele. Os tios de Constance não a tratam como membro da família, mas como alguém ao seu serviço. Eles se aproveitam de sua gratidão por terem deixado que ela vivesse na propriedade. Assim o tempo passou e agora ela é vista como solteirona pela sociedade.   Tudo que ela precisava era de uma fada madrinha e é ai que entra Francesca Haughston, uma viúva muito popular na sociedade aristocrática Londrina e que por onde passa tem uma fila de pretendentes.

Como o próprio nome sugere temos uma aposta dando um motivo para a aproximação das personagem. Ela feita por lady Haughston e o duque de Rochford de que ela deveria ser capaz de fazer qualquer jovem conquistar um marido nesta temporada. A jovem escolhida pelo duque é nossa Constance que foi a Londres como acompanhante das primas no debute delas. Francesca é uma mulher enigmática, bem relacionada, engenhosa e que apesar de ter dificuldades financeiras não deixa que ninguém saiba de sua situação. Ela prefere ganhar a vida através da ajuda que oferece a jovens que querem casar do que pedir ajuda aos familiares. Nesse livro descobrimos o motivo disso.

Dominic, lorde Leighton, é irmão de Francesca e ele testava meus limites porque em momentos o achava adorável e em outros, bem, nem tanto. Nossa Constance vai se sentir atraída por ele assim que o encontra por acidente num evento. Imagina você está lá de boas em uma biblioteca tentando passar um tempo longe de seus parentes que tem um desejo de consumir até a última gota do seu sangue quando do nada entra um homem muito bonito fugindo de uma mãe que quer porque quer fazer dele seu genro. Vocês conversam, flertam e vocês se beijam. Bem dramático. Eu ia ficar meio WTH por ser beijada na biblioteca da casa dos outros por um estranho e de forma aleatória, mas Constance não era eu e ela se sentiu atraída e Dom também (ok, ok). Ele é bem simpático e pés no chão completamente diferente dos nobres que estou acostumada a ver em livros de época.

A tia de Constance, Blanche, me deu nos nervos (tive vontade de gritar umas boas verdades). Eu fiquei me perguntando se não seria melhor sair da casa dos familiares e pedir para alguns dos amigos da família dela, do pai, indicação para trabalhar como acompanhante enquanto esperava o dinheiro, que o pai deixara, render o suficiente para ficar confortável  e ainda teria um salário. Seria muito mais útil e menos enervante. Constance é insegura pelo tratamento que recebeu e isso só somou ao meu desejo de que justiça fosse feita a personagem e ela finalmente conseguisse se ver livre dessa "família". Ela também é chegada em fazer tempestades em copo d'águas.

Com uma pegada de Cinderela com suas meio irmãs más (no caso da protagonista primas), madrasta má (tia) e pai omisso (tio), o livro nos faz navegar pelos salões ingleses e nos traz Francesca, nosso cupido. Acho genial como nos livros a gente vai sabendo um pouco mais sobre Francesca e como ela interfere na vida das protagonistas dos demais livros (e aqui vocês devem lembrar que apesar dessa resenha ser sobre o primeiro livros da série, eu já li o segundo hahaha). Isso só nos faz ansiar cada vez mais para a chegada do livro dela e que encerra a série. Como em um quebra-cabeças vamos pegando as peças conforme as histórias vão terminando e temos tempo para shippar muito. Nesse também tem um crime ocultado como segredo de família, ou seja me faz pensar que em todos os livros da série talvez tenham uma tragédia.